Vila da Serra terá contenção de águas pluviais e recapeamento de ruas

Vila da Serra terá contenção de águas pluviais e recapeamento de ruas

Lançamento de água pluvial e asfalto oxidado têm causado danos a algumas vias do bairro que vão receber novo piso asfáltico.

O lançamento de água pluvial em algumas ruas do Vila da Serra está danificando o asfalto e provocando incômodos para moradores que passam pelas vias. Algumas calçadas ficam constantemente sujas por causa dos imensos buracos que são formados na pista e que acabam se tornando lama lançadas ao passeio. Com o período chuvoso, a situação tende a piorar. A destinação das águas pluviais não foi prevista em projeto, na época da construção dos edifícios, e nem acompanhado por gestões municipais anteriores.

A secretária da Regional Vila da Serra, Lílian Viana, explicou que o fato ocorreu em função do asfalto oxidado e do lançamento de água pluviais pelos edifícios sobre as vias, ocasionando buracos pontuais e que em seguida se tornam verdadeiras crateras. “Algumas ruas como a da Fonte, Veredas e Gonzalez Petcoche há tanto a questão do asfalto oxidado como o lançamento da água pluvial. Há quatro anos, isso não ocorria na Rua Gonzalez de Petcoche, mas após a construção de um edifício o problema surgiu. No ano passado, solicitei a presença de um especialista em água e esgoto para resolver a questão e ele constatou que o problema era mais sério, pois envolvia a questão do lançamento de águas por parte dos edifícios. Dessa forma, solicitei então a presença do prefeito e do secretário de Planejamento e fizemos um tour pelas ruas, a fim de apresentar todas as dificuldades que estávamos encontrando e para saber o que poderia ser feito. Desde então essa questão passou a ser tratada com mais atenção dentro da prefeitura”, explicou.

Ainda segundo Lílian Viana, uma nova visita foi feita pelo secretário de Obras e pelo engenheiro responsável. Um projeto piloto foi realizado na Rua da Fonte. “O problema é que chuva e obra não combinam. Foi feita uma obra emergencial de dois dias porque a água da chuva abria crateras no local. Mas, a parte de novos bueiros para o lançamento de água pluvial para o córrego não foi realizada ainda, porque depende de projeto maior”, ressaltou.

De acordo com ela, o recapeamento nas ruas Veredas e Gonzalez será executado no próximo ano, após essa obra maior de destinação da água pluvial. “Já estava previsto o recapeamento para essas ruas após o término dos serviços na Orozimbo Nonato. Mas, diante desse problema e de uma questão contratual o serviço foi adiado”, explicou Lílian Viana.

Segundo informou o secretário de Planejamento, André Rocha, após identificadas as vias onde há o problema, foi solicitado um projeto de engenharia para corrigir em definitivo a questão: “Ou assumimos essa obra que não foi prevista pelos edifícios ou o problema se tornará reincidente com necessidade de reparos constantes. Com o projeto pronto vamos orçar a obra e lançar o edital de licitação”, informou.

O secretário André Rocha ressaltou que o despejo da água pluvial não pode ser feito na rede de esgoto por domicílios, estabelecimentos comerciais ou industriais. Ele informou que essa prática causada pelo desconhecimento do tema ou de ligações clandestinas é proibida por lei e passível de punições. “As redes de esgoto não têm capacidade para suportar o volume de água que é gerado pelas chuvas. As ligações clandestinas causam entupimento das redes e o refluxo do esgoto em vias públicas e dentro das residências. Além disso, elas danificam todo o sistema de abastecimento do esgoto e interferem diretamente nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). As águas de chuva seguem caminhos diferentes: ou se infiltra no solo e influencia através do mesmo para abastecer mananciais ou escorre em direção aos relevos mais baixos até encontrar os córregos, leitos de rios ou para a formação de lagoas”, informou.

A expectativa do secretário de Planejamento é que após a licitação a obra seja concluída em até 60 dias, caso não ocorram imprevistos.

Novas regras vão simplificar a construção das calçadas em BH

A padronização de calçadas foi alterada pela Secretaria Municipal de Política Urbana, através da Portaria 57/2018, na utilização do piso tátil direcional, que só será obrigatório em passeios largos acima de 3,10 m de largura ou em passeios estreitos que não possuam a linha guia definida (ou alinhamento frontal).

Os passeios de Belo Horizonte são regulamentados e devem respeitar suas padronizações. Na capital há dois modelos de padronização: o modelo central, dentro da avenida do Contorno, e o modelo municipal, que abrange toda a cidade.

Para simplificar a execução de obras dos passeios e atender a demanda dos usuários que transitam pelas áreas públicas da cidade, a padronização de calçadas foi alterada pela Secretaria Municipal de Política Urbana, através da Portaria 57/2018, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 9 de outubro, no endereço eletrônico da PBH.

A alteração está na utilização do piso tátil direcional, que só será obrigatório em calçadas largas acima de 3,10 m de largura ou em passeios estreitos que não possuam a linha guia definida (ou alinhamento frontal). Nas calçadas acima de 3,10 m, o piso direcional deverá ser implantado a 0,40 m do alinhamento (lado oposto à rua, ou seja, na calçada). Os quatro tipos de pisos aceitos na cidade são: o piso cimentado padrão Sudecap, a placa pré-moldada de concreto, o ladrilho hidráulico e o revestimento permeável (concreto permeável ou asfalto permeável). A área Central (área interna à avenida do Contorno), permanece com o padrão específico, sem alterações, mas fica suspenso o uso do piso tátil direcional.

Previous Concessionária Via 040 faz cronograma para realizar obras paliativas na BR-040
Next 29ª edição da Feira da Amizade Belvedere