Questões ambientais urbanas: descaso geral

Questões ambientais urbanas: descaso geral

Paulo André Mendes / Geógrafo e jornalista, colaborador da ArcaAmaserra / www.amaserra.org

Nesta edição vamos deixar de lado, um pouco, os ambientes naturais – a coluna de hoje destaca algumas questões ambientais urbanas. Pelo que observo, e pelas mensagens que tenho recebido, parece haver uma onda de descaso em relação às áreas públicas de nossas cidades.

Recentemente já escrevi sobre a precária situação dos nossos parques e praças. E sobre o fechamento (temporário? definitivo?) de várias áreas, a pretexto de sabe-se lá o que. Mas as ruas de Belo Horizonte e de Nova Lima também estão dando o que falar.

Passeios?
Do lado de Nova Lima, a leitora Soraya de Sá aponta a inexistência de calçadas em vários pontos do bairro Vila da Serra. Soraya observa que em muitos locais os pedestres precisam passar pelo meio da rua, colocando as suas vidas em risco. Inclusive mães com crianças de colo e idosos. Ela ainda informa que inúmeras reclamações já foram registradas, porém sem sucesso.

Poluição visual
Do lado de Belo Horizonte (mas eu acho que isso vale para qualquer cidade brasileira) a situação dos postes, principalmente nas grandes avenidas, é caótica. Não sei se o leitor costuma reparar, mas a cada dia cresce o número e o volume de cabos pendurados nos postes das cidades.
Em algumas áreas – um bom exemplo é o trecho da Avenida Raja Gabaglia perto da entrada do bairro Buritis – são centenas de fios enrolados uns nos outros, e mal e porcamente pendurados nos postes.
O pior é quando alguns desses fios caem, e o seu “dono” não aparece para retira-lo ou para fazer o conserto. Ou será que essa fiação não tem mais dono? É o que muitas vezes fica parecendo.

Ervas-de-passarinho
Observando as árvores, então, o leitor ficará ainda mais decepcionado. Pois as ervas-de-passarinho estão se espalhando pela cidade. A erva-de-passarinho é uma espécie de planta arbustiva que parasita diversos tipos de árvores de grande porte. Ela é capaz de matar uma árvore. Sem combate, elas estão se multiplicando e tomando conta da nossa arborização.
E assim vamos seguindo.

 

Fonte: Jornal do Belvedere

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