Mãos do Vila, agora é que são elas

Mãos do Vila, agora é que são elas

Projeto formado por mulheres da Região do Vila da Serra e Água Limpa propõe apresentar e divulgar trabalhos essencialmente manuais, produzidos de forma singular na região.

Ester, Josélia, Malu, Erika, Michella, Thaísa e Jucélia são apenas sete das 13 mulheres da Região do Vila da Serra e Água Limpa, que participaram da Feira de Mulheres Empreendedoras realizada na Unidade Vila da Serra, evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher, promovido pela Prefeitura de Nova Lima. E o que elas têm em comum? Difícil transcrever quando se depara com um grupo assim, cheio de firmeza, inspiração, força de vontade e talento. São mulheres que, até então, acanhadamente tinham apenas um sonho de mostrar suas habilidades e que a partir de agora vão se destacar à frente de um novo projeto. São empreendedoras.

O convite da administradora pública Lílian Vianna a essas mulheres para participação na feira de artesanato acabou dando origem ao “Mãos do Vila”, um projeto que tem por objetivo apresentar ao público o talento dessas e de muitas outras mulheres, através do trabalho essencialmente manual, produzido de forma singular na região. O Mãos do Vila conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Renda do Município.

Para Josélia Soares, a Jô, uma curitibana moradora do Edifício Cinecittá e que produz peças para a mesa posta como sousplat, porta-guardanapos e toalhas, as mulheres hoje querem muito mais que conquistar espaços e respeito. “Por estarem inseridas na vida urbana cada vez mais tecnológica, elas necessitam participar de grupos, querem aprender novas técnicas artesanais e estarem inseridas no meio de outras mulheres. Muitas nunca tiveram contato com trabalhos manuais e sentem falta desse conhecimento e do convívio que ele proporciona”, explicou.

Vontade de querer empreender

Para Érika Sena, que produz lindas sapatilhas, o projeto é muito importante porque muitas mulheres encontram nesse tipo de empreendedorismo uma forma não apenas de sustento, mas de fazer a diferença e ganhar espaço na sociedade, na família ou na comunidade: “E mulheres envolvidas em um movimento costumam surpreender muito”, relata.

Para Lílian Vianna, “as empreendedoras do Vila da Serra são mães, profissionais e donas de casa que conciliam funções diferentes dentro da família e que vão manter o empreendedorismo vivo através de suas habilidades e da vontade de querer empreender”.  Ainda segundo Lílian, algumas das integrantes do grupo já participaram de feiras de artesanatos, mas todas estão apostando no novo negócio e acreditando que esta será uma grande vitrine para mostrar o trabalho delas.

Lílian Vianna explica que “as mulheres possuem dons ou uma versatilidade diferente que as fazem atuar de maneira polivalente. De uma pequena necessidade ou de um simples querer elas já conseguem antever um grande negócio. Isso as tornam empreendedoras natas”.

Oficinas de artesanato

O Mãos do Vila pretende oferecer também oficinas de artesanato para aquelas que querem aprender. Os produtos que hoje são vendidos através das redes sociais dentro dos condomínios onde moram vão ganhar conta no Instagran e no Facebook, a fim de que ganhar mais visibilidade e transformar não só o universo dessas mulheres, mas também de muitas pessoas a seu redor.

E por falar em transformação, o Mãos de Minas já agendou para os meses de maio e dezembro desse ano a realização de feiras para venda de produtos. O local deverá ser a Praça Hélio Lodi, na Alameda Oscar Niemeyer. Porém nessas datas a venda terá destinação de parte do valor arrecado para instituições carentes de Nova Lima. É o projeto “Bem Fazer do Vila”, um lastro social dessa empreitada que nem bem começou e já pensa em ajudar. Para quem não entende de onde surgem tantas ideias, coisas de mulheres, de empreendedoras. Agora, é que são elas.

O “Mãos do Vila” já oferece cremes artesanais, sapatilhas, chapéus personalizados, chinelos de vinil, doces, biscoitos e outras gostosuras naturais e veganas, livres de glúten, lactose e sem açúcar.

Fonte: Jornal do Belvedere

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