Empresários investem em polo comercial e gastronômico na BR-356

Empresários investem em polo comercial e gastronômico na BR-356

Imóveis onde estão instalados os motéis na lateral da rodovia que liga BH ao Jardim Canadá, no sentido Rio, foram adquiridos por investidores e vão abrigar o “Mercado de Origem” e um centro comercial.

A região do Belvedere/BR-356, no sentido Jardim Canadá, está despertando a atenção dos empresários que pretendem realizar novos investimentos, sobretudo voltados para as áreas comerciais e gastronômicas. Os antigos motéis que estão instalados na lateral da BR-356, ao lado do Complexo Comercial da Leroy Merlin, na saída de Belo Horizonte no sentido do Rio de Janeiro, vão dar lugar a novos empreendimentos.

Dois grupos empresariais anunciaram no início de novembro que adquiriram edifícios que abrigaram os motéis e os terrenos remanescentes ao lado para serem transformados em novos empreendimentos. O presidente do Uai Shopping/Fundação Doimo, Elias Tergilene, anunciou que adquiriu o extinto Motel Master e um lote anexo por R$ 30 milhões, onde pretende construir um mercadão de produtos do agronegócio familiar e a outro estabelecimento comercial, fortalecendo a região como fronteira gastronômica.

De fácil acesso, a região que fica às margens da rodovia e tem ligação direta com o Anel Rodoviário, despertou o interesse dos investidores. Tergilene pretende criar um “Mercado de Origem”, uma central de abastecimento com foco na venda de produtos agriculas que já estão certificados e aprovados na inspeção sanitária. Na lista estão verduras, hortifrútis, queijos e cafés especiais, cachaças, carnes, entre outros. O “Mercado” também terá equipamentos como frigoríficos e espaços para os itens secos. Será uma espécie de “Mercado Gourmet”, afirma o empresário.

Tergilene pretende adaptar o prédio que abrigava o motel e ampliar o espaço para receber lojas de 150 propriedades rurais, associações e cooperativas. Segundo ele, serão investidos mais R$ 20 milhões e o empreendimento vai ocupar uma área de 14 mil metros quadrados. A inauguração está prevista para 2019. “A localização é excelente e a venda dos produtos será direta para o consumidor final. Com isso, os preços ficarão mais vantajosos para os clientes e, na outra ponta, o ganho do produtor também aumenta”, afirmou o empresário à imprensa.

EPO adquiriu imóveis na região

Outro motel da região que também foi vendido recentemente é o Capri. O prédio foi adquirido pelo Grupo EPO que, juntamente com investidores, adquiriu o imóvel e o terreno ao lado, logo depois do pontilhão da antiga rede ferroviária. O Capri está em fase de encerramento das atividades.

O diretor de Novos Produtos da Construtora EPO, Guilherme Santos, não divulga o valor da transação, mas adianta que será construído um empreendimento comercial no local. “A EPO acompanha o desenvolvimento imobiliário da região há 10 anos e temos observado a migração e a abertura de empreendimentos. Fomos os responsáveis pela construção do Leroy Merlin e do outlet, na pista oposta, e acreditamos que trata-se da nova fronteira comercial da cidade”, adiantou. A empresa aguarda a aprovação do projeto junto à PBH para dar início às obras. O imóvel, provavelmente será demolido.

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